A transição energética está no centro das transformações que moldam o futuro da indústria brasileira, especialmente em setores de alta intensidade energética, como o alumínio. Para Anderson Baranov, CEO da Hydro, essa jornada representa um compromisso com o clima, com a inovação e com a competitividade de longo prazo.
Baranov destaca que a transformação energética é um movimento que impulsiona o país. O Brasil, com seu vasto potencial em energias renováveis, tem a oportunidade de fortalecer sua indústria e se posicionar como líder em sustentabilidade. “A transição energética é mais do que uma escolha ambiental, é uma necessidade estratégica e um vetor da competitividade na indústria”, afirma o executivo. Para ele, a busca por fontes mais limpas, como o gás natural, reduz a pegada de carbono, otimiza custos operacionais no longo prazo e diminui a dependência de combustíveis fósseis mais voláteis.
Entre as ações mais emblemáticas da Hydro está a conversão da Alunorte para o uso de gás natural, eliminando o consumo de óleo combustível pesado e reduzindo cerca de 700 mil toneladas de CO₂ por ano. Além disso, a empresa investe em tecnologias de ponta para otimizar seus processos produtivos, busca por fontes de energia renovável e tem na reciclagem um pilar estratégico, trabalhando, assim, para reduzir as emissões em toda a cadeia de valor do alumínio.
Para a ABRACE Energia, a transição energética pode ser o vetor da reindustrialização do país. Mas, para isso, é preciso um pacto nacional envolvendo setor público, privado e sociedade civil, com a adoção de medidas estruturais. “A transição energética não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar o desenvolvimento econômico e social enquanto contribuímos com a descarbonização global”, afirma Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação. Por isso, é fundamental que o país olhe para o lado da demanda e crie condições reais para o crescimento da indústria.
Nesse mesmo cenário, o CEO da Hydro defende que o Brasil crie condições para acelerar a transição energética, garantindo a segurança jurídica e a previsibilidade dos investimentos. Entre as prioridades, estão a estabilidade regulatória, a preservação da governança do setor e o fortalecimento do diálogo com os consumidores de energia. “A restauração da competitividade do setor elétrico é vista como uma grande alavanca para a reindustrialização do Brasil”, conclui o executivo.
O avanço das fontes eólica, solar e de biocombustíveis nos últimos anos mostra que há capacidade técnica e maturidade para um novo ciclo de desenvolvimento sustentável. Com uma matriz já majoritariamente renovável, o país pode consolidar-se como protagonista global na economia verde.
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A série “Visão do CEO: Transição Energética”, promovida pela ABRACE Energia, reúne as perspectivas de lideranças empresariais que estão moldando o futuro da indústria brasileira. Por meio de ações concretas, inovação tecnológica e compromisso com o desenvolvimento sustentável, empresas como a Hydro mostram que a transição energética é também o caminho para uma economia mais competitiva, produtiva e inclusiva. Confira mais sobre o que pensa Anderson Baranov, da Hydro:
