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Transição energética como vetor da competitividade e da sustentabilidade industrial

A transição energética deixou de ser um tema do futuro. É a aposta da indústria brasileira para garantir a competitividade do país e posicionar o Brasil como protagonista global na economia de baixo carbono. Essa é a visão de Daniela Manique, CEO da Rhodia. Para a executiva, o tema está no centro da estratégia global e local da companhia. “Ao substituir fontes fósseis por alternativas renováveis, reduzimos emissões, tornamos nossos processos mais eficientes e respondemos a uma demanda crescente por produtos de baixo carbono”, afirma. Ainda segundo Daniela a transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas também de inovação, produtividade e oportunidade econômica para o Brasil.

A ABRACE Energia também acredita no potencial da transição energética para alavancar o desenvolvimento do país, descarbonizando a indústria, produzindo produtos verdes competitivos e gerando mais empregos. “A transição energética é a oportunidade que o Brasil tem de fazer também a transição da sua sociedade para uma sociedade mais justa e próspera”, afirma Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação.

No caso da Rhodia, a descarbonização é conduzida por uma abordagem sistêmica, que envolve tanto a operação direta quanto a cadeia de valor. Um dos exemplos mais emblemáticos é o Projeto Angela, desenvolvido na planta de Paulínia (SP). O projeto realiza a destruição de óxido nitroso, um gás com potencial de aquecimento global 300 vezes maior que o CO₂ — e já é considerado o maior projeto de abatimento de gases de efeito estufa da América do Sul.

A empresa também vem substituindo progressivamente o uso de combustíveis fósseis por biomassa de origem renovável, ampliando a presença de energia limpa nas operações industriais. “Com essas e outras ações, já alcançamos 95% de neutralidade de carbono nas nossas operações, chegaremos a 97% em 2027 e temos a convicção de que nos tornaremos uma das primeiras indústrias do mundo a alcançar 100% de neutralidade em 2030”, explica Daniela.

O Brasil traz para a indústria uma grande oportunidade a partir da matriz energética limpa e recursos naturais abundantes. Porém, para que o país alcance todo o seu potencial, é preciso voltar a atenção para o consumo. “O consumidor deve ser o protagonista da economia de baixo carbono. É na eletrificação dos processos, na substituição de combustíveis e na eficiência energética das indústrias que a transição energética acontece”, defende Pedrosa.

Para Daniela, as condições do Brasil são únicas para liderar a transição energética global. No entanto, ela defende que o país precisa criar um ambiente de negócios mais favorável aos investimentos sustentáveis, com políticas públicas claras e de longo prazo. “Com essa base, podemos construir um caminho para liderarmos globalmente uma economia de baixo carbono que seja, ao mesmo tempo, mais produtiva, inclusiva e competitiva no cenário global”, conclui.


A série “Visão do CEO: Transição Energética”, promovida pela ABRACE Energia, busca reunir as perspectivas de lideranças empresariais que estão moldando o futuro da indústria brasileira, unindo competitividade, inovação e sustentabilidade. Confira mais sobre o que pensa Daniela Manique, CEO da Rhodia:

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