Por Adrianno Lorenzon, Diretor de Gás Natural da ABRACE Energia, e Luís Fernando Quilici, Diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Aspacer
A escalada das tensões no Oriente Médio e o risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã voltam a lembrar ao mundo algo que muitas vezes é esquecido em momentos de estabilidade: energia é uma questão estratégica e no caso de países envolve soberania nacional. Em períodos de crise geopolítica, nações que dependem excessivamente de fontes externas ficam mais vulneráveis a choques de preços e a instabilidades no abastecimento.
Esse contexto reforça um debate essencial para o Brasil: a necessidade de fortalecer sua independência energética e transformar seus abundantes recursos naturais em desenvolvimento econômico, social e ambiental. Nesse cenário, o gás natural pode e deve desempenhar um papel central.
O Brasil possui reservas relevantes, sobretudo associadas ao pré-sal, e potencial para ampliar significativamente a oferta desse energético, tornando o país autossuficiente e soberano. Ainda assim, o país convive com uma situação paradoxal: enquanto a indústria nacional precisa de gás competitivo para competir com a China, produzir e investir, 60% do que é produzido é reinjetado nos campos.
[…]Este artigo foi publicado no Jota, em 20/03/2026
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