Por Adrianno Lorenzon, Diretor de Gás Natural da Abrace Energia
É de conhecimento de poucos, mas o setor de distribuição de gás natural no Brasil está vivendo num passado que ninguém gosta de lembrar: a época da hiperinflação. Trata-se de um segmento regulado pelos Estados, ou seja, a tarifa é aprovada pela agência reguladora estadual. Geralmente, cada Estado tem uma distribuidora de gás. Nos últimos anos, as tarifas têm seguido uma tendência crescente.
Neste ano, especificamente, várias concessionárias tiveram ou terão reajustes estratosféricos, totalmente fora da realidade econômica. Em Alagoas, foi aprovado um aumento de 40% na margem de distribuição. Na Bahia, o reajuste que está na mesa da agência é de 31%. No Rio Grande do Sul, 21%. No Espírito Santo, 59%. É importante lembrar que o gás natural no Brasil é o mais caro das Américas e qualquer aumento, em qualquer elo da cadeia, tem impacto relevante sobre os consumidores.
Por trás desses reajustes está um embate de visões sobre o papel do gás natural para o Brasil. Na visão das distribuidoras e de alguns governos estaduais, o gás canalizado é um bem essencial à população e deve ser universalizado. As concessionárias, nessa acepção, querem enterrar tubos para conectar novos bairros e cidades, especialmente para conexão de residências.
[…]Este artigo foi publicado no Poder360, em 09/07/2025
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