Por Daniela Coutinho, Vice-presidente executiva da ABRACE Energia
O setor elétrico brasileiro vive um momento decisivo. Em meio à transição energética, ao avanço das novas tecnologias, à necessidade de expansão da infraestrutura e aos desafios de competitividade do país, cresce a percepção de que chegamos a um ponto de inflexão: ou construímos uma agenda comum para o setor, ou continuaremos reproduzindo uma dinâmica fragmentada, marcada por disputas pontuais e soluções incompletas.
O debate energético no Brasil sempre foi intenso — e isso é natural em um segmento tão estratégico e complexo. Geradores, distribuidores, comercializadores, consumidores, investidores, fontes renováveis, térmicas, transmissão, gás natural, armazenamento: todos têm interesses legítimos, visões próprias e pautas relevantes.
O problema surge quando a soma dessas agendas particulares deixa de produzir um projeto coletivo para o setor. O resultado é conhecido. Reformas incompletas, judicialização, insegurança regulatória, custos crescentes e um sistema que frequentemente opera tensionado por decisões fragmentadas.
[…]Este artigo foi publicado na Agência Eixos, em 30/06/2026
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