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O conflito no Irã e os riscos para a indústria do gás natural

Por Paulo Pedrosa, Presidente executivo, Adrianno Lorenzon, Diretor de Gás Natural da ABRACE Energia

A escalada das tensões no Oriente Médio criou uma onda imediata de choque nos mercados globais de energia, com reflexos para a indústria brasileira consumidora de gás natural. A instabilidade geopolítica provocou um salto de 40% na cotação do petróleo Brent. Como a maior parte dos contratos de fornecimento de gás natural no Brasil é indexada a essa commodity, a indústria nacional já enfrenta uma pressão direta de custos, encarecendo processos produtivos que dependem essencialmente dessa fonte de energia.

No mercado de GNL (Gás Natural Liquefeito), o cenário é ainda mais crítico. A volatilidade internacional elevou os preços em mais de 60%. Há um risco de repasse no reajuste das térmicas que operam com contratos indexados ao JKM (Japan Korea Marker), o principal indicador de GNL no mundo.

A crise atual expõe uma vulnerabilidade estrutural: apesar de possuir vastas reservas, o Brasil ainda está exposto à volatilidade externa. Expor o Brasil às volatilidades do GNL é perigoso e acaba impactando na inflação em situações de conflitos internacionais.

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Este artigo foi publicado no Poder360, em 22/03/2026

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