Por Victor Iocca, Diretor de Energia Elétrica, e Jéssica Guimarães, Analista de Energia da ABRACE Energia
O sistema elétrico brasileiro convive, na operação diária, com uma dualidade cada vez mais evidente: nas horas de maior incidência solar, parcela significativa da geração renovável precisa ser descartada; já no início da noite, o sistema migra para o extremo oposto, com elevação abrupta da carga líquida e, por vezes, insuficiência de potência despachável para atender a rápida expansão do consumo.
As principais consequências são o aumento do risco de apagões e a intensificação dos cortes de geração (curtailment).
Esses efeitos, segundo o próprio Operador Nacional do Sistema (ONS), tendem a se agravar nos próximos anos, evidenciando a necessidade de mais de 15 GW adicionais de flexibilidade, além de cortes potenciais nas fontes renováveis que podem variar entre 10% e 20% de seu potencial de geração.
[…]Este artigo foi publicado na Agência Eixos, em 30/12/2025
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