Por Paulo Pedrosa, presidente executivo da ABRACE Energia.
Limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C já parece impossível. Dois graus Celsius e meio já estariam contratados. Com isso, ficam mais acalorados também os debates da energia, como sobre o papel do gás natural, ou do gás fóssil, santificado por uns e demonizado por outros.
Como o debate não acontece, as situações vão se cristalizando e os interesses se impõem de forma descoordenada e incoerente, num cenário que pode terminar sendo o pior possível para todos, em que o País vai investir em uma infraestrutura condenada à ociosidade pela pressão da competitividade das renováveis e pelas próprias forças de mercado.
Faz sentido para o Brasil usar o gás natural na descarbonização da sua indústria até sob o ponto de vista planetário da redução de emissões. Pragmaticamente, aí está uma grande oportunidade, por exemplo, na substituição do carvão importado na indústria siderúrgica, reduzindo pela metade o CO₂ produzido, o que, combinado com nossa energia elétrica renovável, faria do País um grande produtor de aço verde de baixa emissão, atendendo ao mercado global.
[…]Este artigo foi publicado no Estadão, em 22/10/2024
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