Por Paulo Pedrosa, presidente executivo da ABRACE Energia
O Brasil tem uma vantagem estratégica rara no cenário internacional: a capacidade de oferecer energia limpa e barata. Em um mundo que busca descarbonização com segurança energética e competitividade, esse diferencial poderia ser o motor de um novo ciclo de desenvolvimento nacional. No entanto, estamos “queimando” essa oportunidade ao permitir que escolhas políticas mal orientadas aumentem custos, emissões e criem distorções.
Como sede da COP30, o Brasil está com os olhos do mundo voltados para si. Poderemos pautar o debate climático não apenas com nossa matriz elétrica renovável, mas com uma proposta concreta de desenvolvimento: alinhar prosperidade, inclusão e sustentabilidade com uma transição energética justa e eficaz. Para isso, é preciso coragem para abandonar desvios e fazer escolhas com base na eficiência, na ciência e no interesse público.
Nosso desafio não está apenas na forma de produzir energia —onde já avançamos significativamente–, mas, sobretudo, em como a usamos. Há imenso potencial de descarbonização na eletrificação de processos industriais, na adoção de tecnologias como baterias térmicas e motores elétricos, e no fortalecimento da eficiência energética e da resposta da demanda. Essas soluções são tão relevantes quanto grandes projetos de renováveis, mas ainda recebem pouca atenção das políticas públicas.
[…]Este artigo foi publicado no Poder360, em 16/11/2025
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